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A Lei Cidade Limpa, que entrou em vigor em janeiro de 2007 em São Paulo, foi um verdadeiro milagre: contra todos os lobbies de empresas de outdoor, de proprietários de lojas, restaurantes e todo tipo de estabelecimentos com grandes letreiros na frente, o então prefeito Gilberto Kassab (então DEM, hoje PSD) conseguiu sua aprovação na Câmara Municipal. A nova lei limpou a cidade mais afetada pela poluição visual no país, e transformou radicalmente a fisionomia de São Paulo — a ponto de os paulistanos estranharem quando visitam outras cidades.
Agora, na gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), é a própria Prefeitura que reinaugura a poluição visual.
Relógios digitais são pretextos para a exposição de anúncios alternados que, além de enfeiar as ruas, distraem os motoristas.
Alguns deles, próximos a semáforos, em que um dos tais anúncios tem fundo verde, levam o cérebro a fazer uma leitura que pode perfeitamente provocar em motoristas a ilusão de que há um sinal aberto quando na verdade está fechado.
Como observou o jornalista Renato Raposo, “o que impressiona é o anacronismo desses relógios (eita!). De acordo com dados da Anatel, ao final de abril de 2013, havia no Brasil 264,55 milhões de celulares, isto é, 133,83 celulares/100 habitantes.
“Quem precisa de relógio de rua?!”